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Batom Vegano: Entrevista com Júlia Barroso da Face It

Escrito por Ludmila Alves 22 de setembro de 2018
Batom Vegano: Entrevista com Júlia Barroso da Face It

Mas por que usar batom vegano e com ingredientes naturais se tem tantas outras marcas no mercado?

A resposta é simples! Ingredientes de origem animal como a cera de abelha, sofridos testes  em coelhos, além de chumbo, sulfatos, parabenos e derivados de petróleo, são só alguns dos itens que entram no processo de fabricação da maior parte de marcas de maquiagens que a gente conhece.

Mas ainda bem que tem quem questione e acredite que sempre dá para fazer diferente!

Com a intenção de criar cosméticos que não fazem mal à pele, à saúde e ao meio ambiente, Júlia e sua mãe Elza fundaram a Face It Natural, uma marca de batons veganos com ingredientes naturais.

Por ser uma especialista em maquiagem e, principalmente, batom vegano, convidei a Júlia Barroso para nos contar porque é tão importante abandonarmos a make convencional e tóxica e escolhermos marcas conscientes, que cuidam da nossa beleza, da nossa saúde e do nosso planeta.

A entrevista está demais! Confira:

 

#1 A Face it é uma marca de batons veganos. Existe algum motivo para terem começado a produzir maquiagem para a boca?

Júlia Barroso da Face It: Exatamente, uma marca de batons veganos e sem tóxicos.

Esta foi uma decisão estratégica da empresa de focar nos lábios, pois é uma das maiores portas de entrada para tóxicos do corpo. Segundo pesquisas, uma mulher que usa batom frequentemente ingere o equivalente a dois batons em bala em apenas um ano.

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#2 O que tem de tóxico e ruim pra saúde nos batons convencionais?

Júlia Barroso da Face It: Nos batons convencionais os ingredientes são escolhidos para diminuir o custo ao máximo e aumentar a margem de lucro do produto. Então, encontramos muitos ingredientes nocivos para nosso corpo, como metais pesados, derivados de petróleo, parabenos, silicones e diversas outras toxidades.

Além disso, muitos têm ingredientes de origem animal, o que faz mal para toda cadeia de seres vivos.

Em batons como os da Face It, a preocupação principal é não usar nada que possa prejudicar quem usa, os animais e o planeta.

 

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#3 Quais foram os desafios para produzir batons veganos sem toda essa química do mal? As matérias-primas que não são de origem animal e que não exigem testes em animais são mais difíceis de serem encontradas?

Júlia Barroso da Face It: Para desenvolver um batom vegano e livre de tóxicos é preciso muito estudo, pesquisa, tempo de desenvolvimento, alta tecnologia e know how! Nossa matéria-prima é selecionada de diversas partes do mundo como México, Ásia, América do Norte e Itália, dá mais trabalho sim rsrs!

 

#4 O que tem de origem ou exploração animal em um batom de uma marca convencional? Como a Face it substitui isso para tornar a marca cruelty free?

Júlia Barroso da Face It: No caso do batom especificamente, muitos convencionais ainda usam a cera de abelha e testam a massa do batom em animais, principalmente coelhos, que depois são sacrificados. Para cada 1 nova cor de batom, 3 coelhos morrem.

Na parte de ingredientes nós substituímos a cera de abelha por uma cera vegetal, chamada Cera de Candelilla, proveniente de uma planta no México. Também usamos cera de oliva orgânica.

Na parte dos testes, tudo é feito em laboratório e com voluntários humanos.

Nossos batons são certificados pela PETA, a maior organização de direitos dos animais do mundo e com muito orgulho fazemos parte do programa deles chamado “BEAUTY WITHOUT BUNNIES”. Garantimos assim que nossos produtos não são testados e nem possuem derivados de ingredientes animais.

Ao consumir produtos livres de crueldade, as pessoas ajudam a salvar coelhos, cachorros, gatos, macacos, ratos e outros animais de terríveis testes e uma vida inteira de sofrimento.  

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#5 Sobre a questão animal: se os testes de produtos não são feitos em animais, como eles são feitos?

Júlia Barroso da Face It: Existem alguns procedimentos que são realizados por meio do nosso laboratório para garantir que o produto que chega ao consumidor está em perfeitas condições de ser utilizado. Com o avanço da tecnologia, e em pleno século XXI, testes em animais não são mais necessários. Entre os procedimentos realizados estão o teste microbiológico, de PH, estabilidade, densidade, aparência, cor e odor.

Os primeiros testes são o microbiológico, que detecta microorganismos específicos como bactérias ou fungos na matéria-prima, e o de estabilidade, que é realizado em uma estufa e verifica basicamente a durabilidade e tempo de vida dos produtos. Aparência, cor e odor são testes basicamente simples feitos em comparação com um padrão pré-estipulado pelo laboratório. O teste de PH é feito em um PHmetro, que é um medidor de potencial hidrogeniônico (pH), que indica a acidez, neutralidade ou alcalinidade das amostras e mostra se é preciso mudar algo no PH ou se está tudo normal. A densidade também é testada em um equipamento para tal e faz parte do controle de qualidade. Após os testes laboratoriais, temos voluntários que se disponibilizam a testar os batons, portanto, nós testamos em pessoas quando sabemos que já está tudo certo.

 

#6 Que tipo de dúvidas você nota que o público tem sobre maquiagem vegana no geral?

Júlia Barroso da Face It: Muitos ainda confundem make vegana com natural. Depois que entendem a diferença, as dúvidas são relacionadas a ingredientes e o que de fato faz um batom vegano.

Percebemos que ainda há uma grande parcela que nunca se soube sobre crueldade com animais nas testes de cosméticos. Outros nos perguntam muito qual a crueldade por trás da cera de abelha. E por aí vai!

 

#7 Eu tenho percebido um aumento na procura de maquiagem vegana e natural. Por que você acha que isso está acontecendo? Qual seria o gatilho pra essa mudança?

Júlia Barroso da Face It: Sim, celebramos diariamente este aumento da procura por make vegana e também natural.

O principal gatilho sem dúvida é a conscientização. As pessoas escutam amigos e familiares falando sobre o assunto e buscam entender mais, além da mídia que tem sido uma grande aliada para aquecer este mercado tão importante. Tem também as influenciadoras, como você, por exemplo, que abrem espaço para que aumentemos cada vez mais essa voz, essa consciência na sociedade.

 

#8 Por fim, como é empreender em um mercado novo? Tem a ver com propósito? Tem a ver com oportunidade?

Júlia Barroso da Face It: Olha, é uma desafio imensoooo e quando falo imenso é bem gigante!!! Empreender requer muita organização, foco, coragem, trabalho duro, pensamento positivo e disciplina obsessiva.

Acredito piamente que o empreendedor só consegue atingir seu objetivos reais, quando faz por um propósito, uma causa maior, que vai muito além de oportunidade de mercado. Portanto, posso falar por mim, que apesar de toda dureza, o prazer é tanto, que preenche por completo a estafa

Beleza de verdade é menos químicas nocivas e menos exploração de animais!

Conversar com a Júlia, que é alguém que empreende em um mercado ainda recente, nos mostra como são inúmeras as possibilidades de produtos que não precisam de exploração animal para existir. E o primeiro passo para mudança é sempre questionar.

Por que animais são explorados em nome da beleza? É necessidade ou é tradição? Por que é importante mudar?

A partir daí novos conceitos surgem, a informação se espalha e sempre cabe a nós escolher o que usar, o que consumir.

E ainda bem que tem marcas como a Face It que tem colocado em prática esse caminho do questionar e fazer diferente sempre respeitando a natureza!

Você já conhecia a Face It? Já usa maquiagens veganas? Deixe seu comentário pra gente conversar!

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