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Moda consciente: um guia para consumir com sustentabilidade

Escrito por Ludmila Alves 29 de abril de 2019
Moda consciente: um guia para consumir com sustentabilidade

Como sou chamada com frequência para colaborar em conversas sobre moda consciente, decidi reunir em forma de post o que pesquisei, aprendi e aplico sobre o assunto.

Considerada uma das mais poluentes, menos sustentáveis e uma das mais incentivadoras de consumismo, a indústria da moda precisa ser discutida em 2 vertentes. A primeira delas é a da produção em si, enquanto a segunda é a da nossa responsabilidade como consumidores.

Você sabia que nos últimos 15 anos, a produção de itens de vestuário dobrou? Esse dado nos mostra que estamos permitindo isso de alguma forma, comprando e descartando mais roupas, sapatos e acessórios.

E para produzir o que usamos, muitos recursos naturais são usados e muito lixo é gerado. Exatamente por isso que quero compartilhar com vocês essas informações que venho estudando: precisamos entender essa cadeia de produção, consumo e descarte para modificá-la.

E a partir daí, juntos podemos usufruir de uma moda consciente, onde a gente se preocupa com o planeta sem deixar de lado o estilo ( 😊 Sim, eu amo moda).

Aproveite essas informações, compartilhe e não esqueça de dar os créditos!

 

1. Entendendo a moda consciente e porque é um assunto necessário

Os problemas ambientais da indústria da moda

O que é moda consciente

2. Moda consciente: Como podemos consumir de forma responsável

3. Conteúdo extra para refletir e aprender mais sobre moda consciente

 

Parte 1- Entendendo a moda consciente e porque é um assunto necessário

Quando a gente fala em sustentabilidade e responsabilidade ambiental em 2019, achamos chocante tudo o que tem sido feito em termos de produção e consumo até aqui.

Tem gente que se revolta e culpa o sistema capitalista e as pessoas.

Ok, a culpa é do sistema e nossa mesmo. No entanto, a poluição nem sempre foi um contratempo e isso explica muito do que vivemos agora.

Nem todo mundo podia ver os problemas do plástico, ninguém falava sobre as substâncias químicas poluentes usadas nos produtos de limpeza e de higiene pessoal e, até há alguns anos atrás, não se sentia os efeitos do aquecimento do planeta, por exemplo.

A medida em que as consequências aparecem, esses desrespeitos ambientais são notados e  as pessoas despertam.

A moda consciente é um desses movimentos que entendem que as coisas não podem continuar como estão.  

Não conseguimos mais ficar com “cara de paisagem” sabendo que roupas e sapatos ainda são pensados para serem usados por um período curto de tempo. Não dá pra não se revoltar sabendo que marcas trabalham de modo a fazer a gente comprar mais e ter mais, atitudes que consomem recursos naturais e geram mais lixo.

Então, o melhor momento para entender a moda consciente e aderir a ela é agora, fazendo o que você pode!

E a nossa jornada de conhecimento começa com a realidade da indústria da moda hoje.

Os problemas ambientais da indústria da moda

Quero mostrar alguns dados de fontes seguras sobre a indústria da produção de roupas e calçados para que fique evidente a necessidade de consumirmos com mais responsabilidade.

As informações que trago aqui são sempre de fontes confiáveis que contam como coletaram os dados apresentados.

Vamos a eles:

  • 1.2 bilhões toneladas de gases poluentes são emitidos anualmente na fabricação de roupas;
  • Menos de 1% de toda a roupa produzida no mundo é reciclada;
  • 500 bilhões de dólares são desperdiçados no mundo todo devido a cadeia linear da moda: produção, consumo e descarte;
  • 98 milhões de toneladas de recursos não renováveis são usados na produção de tecidos e roupas;

Estes dados já nos dão dimensão do problema, afinal, todo mundo usa roupas diariamente!

Nesse cenário, o que causa estes problemas ambientais é:

  1. Geração de tecidos sintéticos, como o nylon e o poliéster, com fibras de materiais derivados do petróleo, fonte natural não renovável.

Vale lembrar que a extração do petróleo traz muitos riscos de dano ambiental, podendo contaminar tanto água quanto solo com seus subprodutos;

Para se informar sobre um movimento que conscientiza sobre o esgotamento de petróleo, conheça o Transition Towns.

  1. Aumento do uso de embalagens descartáveis, o que aumenta a produção de lixo. E como se isso não fosse o bastante, as próprias lojas incentivam o uso das embalagens para presentear e para o consumidor mostrar que adquiriu algo daquela marca.
  2. Retenção ou descarte peças por parte das marcas que nunca serão usadas para manter a exclusividade. Isso gera escassez, estimula a continuidade da produção e o sentimento de “corra, porque a roupa que você quer vai esgotar na loja”.

A Burberry é a marca que queima milhares de peças todos os anos para impedir que itens sejam vendidos por preços baixos e se tornem acessíveis para todos os públicos.

  1. Incentivo ao consumo por impulso, contrário ao consumo consciente, onde estratégias são usadas para que as pessoas vejam valor em comprar mais. Isso agrava todos os outros problemas ambientais mencionados nesta lista.
  2. Poluição por plástico devido ao uso das fibras sintéticas na produção de roupas, bem como o uso de embalagens, etiquetas, detalhes. botões e afins.

Vale lembrar que essa poluição acontece pelo descarte de roupas e sapatos, que até hoje não tem coleta seletiva dedicada, como também pela lavagem das peças. Isso mesmo: colocar roupa na máquina significa liberar um monte de microplásticos que vão para os oceanos.

  1. Dano direto aos animais, plantas, solos e vida aquática. Sabe aquelas histórias chocantes sobre baleias e aves encontradas cheias de plástico? Roupas, botões, pedaços de tecidos e de calçados podem ter o mesmo destino. Aliás, já tem 😢

Além do risco real de animais terrestres e aquáticos engolirem e se sufocarem com resíduos de vestuário, esse tipo de lixo pode entupir encanamentos e impedir o crescimento de plantas no pedacinho em que ele se aloja.

  1. Falta de interesse na reciclagem, uma vez que insumos novos e mão de obra considerada “braçal” são baratos para o sistema. Além disso, esta é uma indústria pautada no ter o que os outros não tem o quanto antes, portanto a reciclagem ainda não entrou na pauta.
  2. Poluição em larga escala uma vez que são itens que todos usamos.
moda consciente - marie kondo

Vocês também já se perguntaram pra onde as roupas que os participantes do programa da Marie Kondo separam vão?]

Ao mesmo tempo que fico triste em conhecer tais informações, penso: “hoje isso pode ser evitado. Podemos agir diferente”. Afinal, nós já sabemos como consumir da maneira correta.

No entanto, não posso me esquecer que o nosso consumo de moda causa também problemas sociais:

– Exploração de trabalhadores: o trabalho mal remunerado e sem respeito ao trabalhador ocorre não somente na China ou Índia, mas até mesmo no Brasil. Existem vários motivos para irmos contra ele, mas o principal é: a indústria da moda é altamente lucrativa e, sem dúvida, ela poderia remunerar de forma justa.

Outro problema tem a ver com as jornadas de trabalho e o jeito maquinal de trabalhar. O ser humano não é uma máquina, mas esse mercado exige isso dos trabalhadores exatamente para ter uma linha de produção rápida que alimente o consumo desenfreado.

– Culto ao corpo perfeito: muitas roupas são feitas, mas qual é o percentual de peças que respeita as diferenças entre corpos? Que marca, das grandes às menores, utiliza manequins baixos ou gordinhos e faz campanhas com pessoas parecidas com a gente e não com top models?

Enxergo esse sonho do corpo perfeito como um gatilho para o consumo desenfreado de roupas que talvez nunca vestiremos. Eu mesma já comprei roupas que não me caiam bem na esperança de um dia usá-las.

– Cultura de consumo: empresas de vestuário investem dinheiro em te fazer comprar, em liberar mais e mais peças ao longo do ano e em criar estratégias de marketing para acreditarmos que devemos consumir.

Imagine se marcas desse mercado investissem nos funcionários, em buscar recursos renováveis para a produção, em peças que duram?

Seria ótimo e eu insisto em acreditar nesse futuro. No entanto, o jogo é outro.

Prometendo beleza e autoestima, a indústria da moda nos mostra pessoas que consideramos descoladas em roupas incríveis para tentarmos nos igualar.  Mas isso não acontece, coisa que descobrimos ao fazer uma limpeza no guarda-roupa.

Dentro das nossas possibilidades podemos fazer muito para mudar esse cenário.  E isso é moda consciente ganhando forças todos os dias.

 

O que é moda consciente?

A moda consciente diz respeito ao consumidor e ela é as escolhas responsáveis que podemos fazer considerando o meio ambiente e o meio social.

Assim, quem pratica a moda consciente sabe:

  • de quem compra;
  • investir em moda atemporal, sem focar em tendências que mudam a cada nova coleção;
  • a origem das matérias-primas usadas na produção dos itens que usa, se houve dano ambiental ou não;
  • se as marcas são justas quanto às condições de trabalho;
  • se as roupas e acessórios têm boa durabilidade (e não serão descartados em um período curto de tempo);
  • a melhor forma de aumentar a vida útil da peça;
  • que tipo de marca, projeto e ideologia está apoiando.

Não vou dizer que é fácil estar 100% do tempo tendo atitudes pela moda consciente. Pelo contrário: devido a pouca transparência dessa indústria, a gente não tem muita informação sobre sustentabilidade ambiental das marcas produtoras.

Isso quer dizer que marcas de roupas, sapatos e acessórios não deixam claro para nós, consumidores, de onde vêm as matérias-primas (naturais e sintéticas), como elas são extraídas e transformadas em tecidos, quais os impactos ambientais que a produção causa e quais são as condições de trabalho ao produzir as peças.

E se isso não é dito, é provável que não tem coisa positiva por trás.

Apesar dessa falta de transparência, tem muita coisa que podemos fazer. Prometo compartilhar dicas de moda consciente para você colocar em prática ao longo do texto!

Antes, vamos entender a diferença entre os conceitos da moda ecológica.

Qual é a diferença entre moda consciente e moda sustentável?

Apesar dos conceitos serem parecidos e até darem a ideia de serem a mesma coisa, eles são diferentes.

Moda consciente é aquela que parte das atitudes do consumidor: ele se informa sobre marcas que têm mais ações que cuidam do meio social e ambiental e escolhe o quê e de quem comprar. Moda sustentável são ações das empresas que produzem roupas, sapatos e acessórios: é cuidar de toda a cadeia de produção dos itens garantindo que eles tenham o mínimo de impacto ambiental.

Fui palestrar em uma feira e conheci uma marca que traz todos esses conceitos da moda sustentável para sua produção. É a Âme, cuja idealizadora faz roupas de algodão orgânico.

Créditos: site da Âme https://www.seja-ame.com.br

Olha quanta sustentabilidade entra nesse processo! A marca informa:

  • do que as roupas são feitas e quem as faz;
  • utiliza algodão orgânico e conhece o produtor. Além de não contribuir para o contínuo uso de agrotóxicos (que poluem o solo e a água), ela apoia pequenos produtores;
  • cuida da logística reversa, ou seja, a Âme recolhe novamente as roupas para reaproveitá-las. Isso significa que ela não gera lixo e nem espalha microplásticos pelo mundo;

A Âme é um ótimo exemplo de marca de moda sustentável 😍.

 

Parte 2- Moda consciente: Como podemos consumir de forma responsável

Em absolutamente tudo que escrevo por aqui, eu digo: o consumo consciente é uma jornada. Procure fazer o que é possível agora, em vez de buscar a perfeição.

Quando a gente quer começar sendo 100% sustentável nas escolhas, nós tomamos atitudes radicais. A partir daí, não vai demorar termos uma sensação de que estamos fazendo um esforço muito grande em um mundo que ainda se desenvolve baseado no consumismo e no imediatismo.

Isso desanima a nossa caminhada consciente.

Sabe quando você tenta comer de modo super natural, mas em todo lugar que vai tem comida com farinha de trigo? Pode acontecer a mesma coisa na moda consciente: você vai querer consumir só de marcas ecologicamente responsáveis, até notar que elas são raras e que as gigantes do fast fashion (Zara e suas irmãs) não se abalam.

É por isso que quero dividir aqui todos os caminhos possíveis que partem de nós quando o assunto é eco-fashion.

Aqui estão 7 formas para consumir de forma responsável, praticar a moda consciente e fazer a diferença no impacto ambiental gerado:

1. Opte por roupas já usadas por outras pessoas sempre que possível

Na minha família, sempre tivemos o hábito de trocar peças pouco utilizadas.

Na prática, isso significa utilizar o que já existe e, assim, evitar a geração de lixo e não incentivar a produção desenfreada de roupas, que como já sabemos é parte de um processo que drena recursos naturais e é muito poluente.

Da mesma forma que dou roupas usadas para familiares e para quem precisa, recebo peças que já passaram por outras pessoas. Se estiverem boas e fizerem meu estilo, fico muito feliz e agradecida em tê-las!

Tenho o maior orgulho de ter uma blusa de frio que foi do meu primo, um tênis que foi da minha irmã e blusas que foram da minha cunhada, por exemplo.

É claro que se você não tiver essa rede de pessoas próximas pra trocar peças, pode encontrar coisas que te atendam nos brechós.

Ah! Se é do tipo que ainda acredita que roupa usada te traz energias ruins, saiba que lavando e cuidando dela você vai enchê-la de coisas boas. Então, não há o que temer!

Lembre-se que se roupas e sapatos podem ser passados para mais gente, significa que eles têm excelente durabilidade. E você está fazendo bem ao meio ambiente… Então, só vejo energias de luz aqui!

2. Conheça seu guarda-roupas e use o que tem

Quantas vezes a gente se depara com o pensamento de “não tenho roupa” ou “preciso de roupas”?

Não vou dizer que ele não faz mais parte da minha vida, mas me orgulho de ter melhorado muito esse aspect. Consegui eliminar a sensação de falta.

Conto isso porque pra gente comprar menos, precisamos diminuir nosso desejo por adquirir. Afinal, moda barata, bonita, acessível e que parece linda no manequim é muito fácil de ser encontrada.

Por isso, precisamos nos conhecer e entender nosso estilo em primeiro lugar para comprar bem, comprar menos e gostar daquilo que se tem.

A partir daí, a gente vai perdendo aquele sentimento de “não tenho roupa”, substituindo ele por criatividade e usando melhor o que temos.

É claro que conhecer seu guarda-roupas para praticar a moda consciente é um exercício diário, mas muito transformador.

Estou nessa jornada e posso dizer que tem sido muito divertida. O que eu faço é ser muito honesta com o que eu gosto e vestir roupas que eu amo e que me deixam felizes. 💚

3. Recuse embalagens

A coisa mais fácil que você pode fazer para consumir reduzindo impactos ambientais é dizer não às embalagens que carregam o que você compra.

Roupas, sapatos e acessórios costumam ter camadas delas! É um papel que embala a peça, que fica dentro do plástico, que vai em uma sacola de papelão com a marca estampada.

Mas se recusar todas as embalagens, pode ter certeza que vai deixar de gerar muito lixo!

Mas o melhor é que toda vez que você recusa uma sacola, você desperta a curiosidade nas pessoas. Daí nasce uma ótima oportunidade para falar sobre escolhas ambientalmente responsáveis. 🌿

4. Escolha tecidos sustentáveis

Sabe porque esse tipo de tecido é mais caro?

Os tecidos naturais, os que são biodegradáveis, levam mais tempo para serem produzidos. Ao contrário dos tecidos sintéticos, como poliéster, nylon e viscose, que podem ser feitos pela indústria rapidamente em grande escala.

Sim, tecidos sintéticos são mais baratos, mas além das desvantagens ambientais que citei no início, eles são mais quentes, menos confortáveis e menos duráveis. É o famoso “barato que sai caro”!

E para identificar quais tecidos estão na sua roupa, basta olhar a etiqueta. Para facilitar, aqui vai uma lista dos tecidos naturais e dos tecidos sintéticos mais comuns nas peças:

Tecidos naturais (origem vegetal)

  • algodão
  • linho

Tecidos sintéticos

  • nylon
  • poliéster
  • elastano (lycra)
  • viscose
  • couro vegano
  • acrílico
  • poliamida
  • acetato

Comece a observar a etiqueta e faça escolhas melhores pra você e pro planeta.

5. Opte por marcas veganas

A seda, a lã e o couro são tecidos naturais. Mas eu jamais os classificaria como sustentáveis porque são produto de exploração animal, portanto, interferem na integridade da natureza.

Além de toda a crueldade, a criação de animais demanda muita água e grãos para alimentar esses bichos (exceto a seda), a produção desse tipo de tecido natural não é sustentável.

É verdade que eles duram bastante, têm boa qualidade e a lã e a seda são biodegradáveis, mas é uma escolha que pesa para o planeta.

Acredito que tudo é questão de informação e escolha consciente. Eu não compro itens de couro e lã, mas tenho itens usados feitos destes materiais. Não foi preciso mais exploração pra eles existirem e eles duram.

E moda consciente é bem isso: você saber o que está escolhendo e que  impacto aquilo gera.

6. Preze por peças duráveis

Existe o couro sintético, também chamado de couro vegano, que é aquele que pode se desmanchar se ficar guardado por muito tempo.

Você acha que vale a pena optar pela versão sintética se ela vira lixo plástico com tanta facilidade?

Esse é um exemplo de greenwashing: algo que parece bom ambientalmente, mas que no fim das contas não é.

Portanto, a melhor escolha na moda consciente é sempre aquela roupa, sapato ou acessório que dura mais, tanto em material quanto em atemporalidade.

7. Doe roupas em bom estado

É fácil a gente comprar muito de forma nada consciente e achar que está tudo bem em doar tudo.

Eu acredito que até a nossa doação precisa ser consciente. Isso significa:

  • saber para quem as peças serão doadas para garantir que elas realmente serão utilizadas;
  • doar peças em bom estado. Se não estiverem realmente boas, conserte ou reforme;
  • doar para quem faz trabalhos artesanais com pedaços de tecidos (patchwork é um deles) quando a peça não puder ser reformada;
  • incentivar a rede de doação, para que mais pessoas cultivem esse hábito.

Assim, você vai garantir que toda a sua doação seja aproveitada e não somente eliminada da sua casa.

 

Parte 3 – Para refletir e aprender mais sobre moda consciente

Se você se interessar pelo assunto e quiser se aprofundar mais, sugiro que confira estes materiais excelentes, completos e ricos em informação.

Eles serviram como base para minha pesquisa nas palestras em que participo e para este post, mas por serem muito aprofundados e extensos só coloquei aqui menos de 10% do que esse tópico representa.

Aqui vão eles:

Espero que esse seja só o começo pra que você possa valorizar mais o que tem, se autoconhecer, comprar melhor, re-utilizar e passar itens adiante.

O que você já faz pela moda consciente? Eu vou adorar saber!

 

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